Deixar a vida seguir seu curso como um rio é um desafio. Rio que assume diferentes perfis ao longo de seu curso: retilíneo, tortuoso, raso e profundo. Às vezes, caudaloso, vitimado por uma tempestade. Basta uma nuvem aparecer e pronto! O rio muda, sem nem ao menos uma lágrima da nuvem vir à sua face. Talvez porque as lágrimas foram jorradas a quilômetros, dias atrás, e suas consequências permaneceram, transformando suas águas de mansas e límpidas a turvas e turbulentas.
Assim é a vida: somos bons, maus, felizes e tristes, não necessariamente nessa ordem. Às vezes ficamos desesperados, vitimados por uma tempestade que nos devasta. Basta um problema chegar e pronto! Mudamos, sem nem ao menos analisar o problema, sem nem ao menos enfrentá-lo de frente, cara a cara. Talvez as chagas até foram fechadas, mas as cicatrizes permaneceram, transformando um ser doce e gentil em alguém seco e cruel – não por vontade, mas por defesa.
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