Lá nas bandas do Lageado ocorreu,
essa história que vou contar.
Peço licença a moça bonita,
pois seu tempo vou gastar.
Eu era novo e sapeca
Quase uma criança a ponto de ninar.
Vindo da escola com minha irmã,
um monstro na estrada estava.
Imóvel e solitário,
o bicho não se tocava.
Com medo fiquei
e minha irmã não notava.
Tive de mostrar força.
Eu era um homem para ela.
Queria ser o herói
para aquela moça singela.
Força eu tive,
mas o grito estava na goela.
Pinta Rocha era o nome do bicho
que na estrada estava.
Vaca feroz.
Ninguém a beirava.
Vaca bonita e vistosa;
também muito brava.
Eu e mana
a cerca já tinha pulado,
com medo e receio
do bicho malvado.
Eu e a mana de cá,
e a vaca do outro lado.
A vaca andou e foi para a ponte
e eu passei pelo arame farpado.
Machuquei e me feri.
Eita animal danado!
Minha irmã ali ficou parada,
com ela fiquei muito preocupado.
Ela tomou coragem para atravessar
e jogou seu bornal
que na água caiu,
molhando todo o material.
Com raiva ela ficou
Possuindo um olhar de animal.
No córrego me joguei
queria ser seu salvador,
esquecendo os machucados
que me causavam dor
Maninha é mais importante,
por ela tenho amor.
Com raiva ela estava
de ter molhado o bornal
e na estrada foi passar
esquecendo o animal.
Andou em direção ao bicho
com uma raiva anormal.
Pinta Rocha deu um berro;
o bicho nervoso ficou,
mas maninha estava brava
e com uma vara a tocou.
Ela deu um bofetão,
na vaca que a enfrentou.
Zezinho do Lageado
Literatura de cordel originalmente publicado aqui.
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| Imagem retirada do blog Constelação de ideia, porém adaptada. |
Literatura de cordel originalmente publicado aqui.

5 comentários:
heheheheh adorei.
quase uma Marina nos versinhos...rs
Acho que sou pior. Mas tomei coragem e fiz. Sempre quis fazer uma historia bem ao estilo de literatura de cordel, pois bem, fiz! Ficou cômica, mas é tudo verdade!
Achei muito fofinha.
Singelo e muito bonito, são assim as coisas mais encantadoras.
obrigado Darlan... Eu não sou de escrever poesia, mas neste dia li algumas literaturas de cordel e me deu vontade. Acho que me saio melhor nas crônicas
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