domingo, 10 de março de 2013

Deixo o rio me levar, vida leva eu!


   O Rio percorre longos caminhos; não sabendo o que encontrar. Anda por vales, espreguiça em florestas, faz maratona quando encontra a montanha, faz rapel quando avista um precipício, faz dieta, pobre dele, no deserto – perdendo alguns quilinhos –, deixando sua marca por onde passa, como tatuagem na paisagem. Sua imponência gera medo, sua suavidade o faz de vitima. Ele é acolhedor: recebe tudo de peito aberto. Tem um verdadeiro coração materno, pois sempre cabe mais um. Duvidas? Pergunte ao Surubim, ou à Capivara, se não encontrá-los ou não entendê-los – não são muito adeptos ao diálogo –, não se desespere, há muitos outros para perguntar: Dona Maria (ribeirinha), Kayokawa (índio), Roberto (empresário), João (agricultor) e eu podemos dar referência do nosso amigo.

   Assim é a vida: vivemos e sobrevivemos; não sabemos o que está por vir. Passamos por diferentes experiências, algumas brandas, outras abruptas. Por onde passamos deixamos marcas nas pessoas – esperamos que boas em sua maioria – e levamos parte de sua historia também. Acho que se fosse tatuagem faltaria pele. Nossas atitudes geram admirações e repulsas.  Devemos ser nobres e estar sempre de braços abertos; ou pelo menos devemos tentar. Eu tento, duvidas? Pergunte à minha mãe, ao meu irmão, à professora ou a todos os meus amigos e colegas de escola.

   Assim é a vida e assim é o rio: ambos buscamos algo. Algo maior, pleno. Algo que nos modifique. Para o rio a busca termina ao chegar ao oceano. É fato! É amor. Não tem outra explicação. Ele se desmancha, se entrega por inteiro e não olha para trás. Mas... e nós? 

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