sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Eu, tu , ela: Nós!

2000 e Doce: Lidiane e eu como paraninfos do
casamento de Mayza & Jean.

   Cabisbaixo, sempre andei. Calado por dentro e gritando por fora. As pessoas pensavam que  era bipolaridade: hora de pura euforia e hora de profunda disforia. Mas caminhava – sem direção é verdade! – buscando uma sustentação, um lastro; julgava que não encontraria: uma utopia, talvez.

   Certa vez, lembro-me bem, olhava as pessoas como objetos. Confesso: esse estranho pensamento era corriqueiro. As pessoas eram fantoches em minhas mãos: manipuláveis. Mas o destino é certeiro. Se bem que colocar a culpa no destino é muito cômodo. Mas, chame como quiser: destino, sorte, Deus; o que sei, foi que quanto menos esperamos a roda da vida girou.  Complexo?  Sim, é!, tanto eu, quanto a minha historia; se bem que ambos se confundem e se tornam um só.

   Então...certa vez ao pegar uma condução vi de longe um ser inconspícuo, de tão pequeno que era. Mamãe, eufórica com a cria que iria para o curso superior, assuntou.

– Oi!
– Oi! – disse o misero ser, com olhar de desdém, arremetendo seu olhar para longe. 
– Tudo bem? – disse mamãe. 
–  Bem. – sentenciou o ínfimo ser.
– Vai para aonde? – Neste momento a simpatia, de mamãe, se tornava inconveniente, até para mim que não sou muito vergonhoso.
– Para faculdade. – disse o meio metro de ser pensante.
– Meu filho também. – Mamãe falou toda orgulhosa, baixinho, como se ninguém mais pudesse ouvir. –  Cuida dele, lá! – Sim, acredite, em menos de meia hora, minha mãe tinha repassado a incumbência de cuidar a mim a uma estranha.

   A moça, com estranheza, sorriu meio sem graça, um sorriso tímido: como se quisesse dizer senhora deixe-me quieta seguir meu destino. Mal sabia ela: estava fadada a cuidar daquele que viria a ser seu irmão, amigo, ou melhor, cúmplice de uma vida toda. 

   Talvez, graças a minha mãe, o subconsciente daquela menina ficou achando que era responsável por mim. A garotinha tão frágil na aparência enfatizo apenas na aparência, pois ela tinha uma vivacidade, um fulgor sem igual para defender o que julgava ser certo. Agradeço por ser seu amigo. Não suportaria o olha gélido e repressor que lançava sem aviso prévio. Muitos desses olharem eram em minha defesa. 
   
   Na contramão, uma menina loira, cândida, pura, sem aparentar mácula surgiu; essas qualidades se confundiam com ingenuidade, parvoíce. Essa menina mulher ou mulher menina logo se tornaria os ouvidos prestimosos, a conselheira de outrora. Mas se engana quem pensa que conquista-la foi fácil. Vencer aquele paredão de sabedoria foi uma labuta. Mas como diria o conquistador Júlio Cezar: “Veni, vidi, vici” .

   Desta estranha união de um ser em busca – eu–, uma baixinha marrenta e uma loira com aparência frágil, mas sábia, surgiu uma fraternidade sem igual. 

Com elas descobri que amizade pode reconstruir pessoas: de uma pessoa amarga e seca me tornei “a coisa pegajosa e grudenta que mantém o bando unido”.



_______________
Texto feito em homenagem as minhas grandes amigas Mayza e Lidiane.


3 comentários:

Mayza disse...

Q coisa mais linda! Te amo tanto! e eu q tenho sorte de ter vc e a Lidi na minha vida! e msm nao ver vcs todos os dias nao diminui o meu amor, pois sei q eh só um chamado e estaremos reunidos novamente qdo um mais precisar do outro! VCs completam a minha vida e sorte a nossa de poder dizer pra qq um q conhecemos a amizade verdadeira, desinteressada e q ama incondicionalmente! Temos muita sorte de termos uns aos outros! e como a gente sempre disse: qq um pode brigar,separar e se desentender menos nós 3! e tem sido assim a muitos anos e espero q dure essa vida e muitas outras! amooo vcs!

Vanderley José Pereira disse...

Amo você. Doces palavras. Somos um tripe, uma trindade, sempre juntos...

amor para sempre!

Lidiane Rodrigues disse...

Agradeço a vida todos os dias por ter colocado em minha vida joias tão preciosas, mais que diamante, Mayza e Vanderle. Amigos são assim, tão diferentes, mas essas diferenças se unem para serem completadas, um ensinando o outro, um cuidando do outro, um brigando pelo outro e se divertindo um com outro. Feliz aquele que consegue ter um grande amigo, eu agradeço a Deus por ter me dado dois grandes amigos. Muito obrigada por darem parte dos minutos da vida de vocês à mim. Amo vocês.