Estou triste!(Bastou essa frase para dar inicio a
famosa D.R. feminina). Quero terminar; é
o fim. Adeus.
Os motivos não foram ditos, as dúvidas permaneciam. Aquela
mulher com uma vida tranquila e feliz simplesmente terminou o casamento de anos,
sem, todavia, nenhum motivo aparente. Ela Tinha dois filhos, um criado e outro “de
peito” ainda. O marido desesperado estava sem entender o que ele havia feito. O
fato é: ela quis terminar, e assim o fez.
Algumas hipóteses foram levantadas. Todas foram
negativamente confirmadas. Ela não tinha outro homem. Ela não tinha descoberto outro
gosto sexual. Ela não tinha deixado de amá-lo. Ele não havia feito nada de
errado. Não estava faltando nada a ela. E, por fim, ela não tinha ficado louca.
Ela simplesmente necessitava da dor do amor (dor de
cotovelo) para ser feliz. Gostava de ouvir musicas melosas que a fazia lembrar-se
dele com os olhos marejados. Ela gostava de perder a fome e também de lembrar cada
momento vivido por ele e com ele. Gostava de conversar com os amigos sobre os
planos de um futuro, ao lado dele, que ela não sabia se iria concretizar.
Gostava da sensação de serendipidade ao vê-lo, e não da garantia que ele
chegaria todo fim de tarde após o trabalho. Ela gostava do jogo da sedução com
ele: ela querendo e ele se esquivando (ela um gata manhosa e sagaz e ele um rato indefeso). Ela gostava
de descobrir seus hábitos secretamente.
(Talvez tudo não passasse de uma
fantasia) Ela era estranha, mas era apaixonada.
Sem entender e querendo ficar com ela coube a ele aceitar.
— O.K., terminamos e te faço “sofrer”, começo a te (re)conquistar,
nos (re)aproximamos meio que por acaso, começamos a nos (re)apaixonar. Mas com
a condição de estamos juntos mesmo longe. Pode ser?
Nenhum comentário:
Postar um comentário